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domingo, 4 de abril de 2010

Mais um lançamento de março


MARTINS, PAULO. Literatura Latina. Curitiba: IESDE. 2009. ISBN: 978-85-387-0901-5
DVD 1/ISBN: 789-09-980-4989-0
DVD 2/ISBN: 789-09-980-4990-6




Trata o texto de questões gerais e genéricas das Letras Latinas. Um manual de Literatura Latina cuja preocupação cronológica é deixada, parcialmente, de lado, para observar essencialmente gêneros letrados transhistoricamente, sem abrir mão, entretanto, do contexto e, naturalmente, da recepção coetânea aos textos, elementos importantes para o autor na compreensão dessas práticas letradas antigas, devido à distância que existe entre elas e nós, leitores modernos.




O compêndio obverva 11 gêneros literários, sigificativos em Roma, entre o século III a.C. e o século IV d.C., matiza diferenças e assinala semelhanças entre autores, apresentando mais do que informações acerca de autores, os seus próprios textos, comentados e anotados.


Iniciando pelo capítulo que apresenta o contexto dessas práticas letradas, o livro contém informações acerca da: Lírica (Horácio e Catulo), Elegia (Propércio, Ovídio e Tibulo)), Bucólica (Virgílio), Épica (Virgílio), Comédia (Plauto e Terêncio), Tragédia (Sêneca), Historiografia (Salústio, Tito Lívio e Tácito), Retórica (Cícero, A Herênio e Quintiliano), Oratória (Cícero), Poesia didática (Horácio e Ovídio) e Sátira (Horácio, Sêneca, Juvenal e Petrônio.




Acompanha ao livro, 2 DVDs, contendo 12 aulas de Literatura Latina, proferidas pelo Prof. Dr. Paulo Martins, da Universidade de São Paulo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Lançamento



Martins, Paulo. Elegia Romana: Construção e efeito. São Paulo: Humanitas. 2009. 196p. ISBN:978-85-7732-116-2.

Em prefácio afirma João Adolfo Hansen: "Neste livro incisivo, Paulo Martins desnaturaliza os critérios expressivistas de interpretação da elegia erótica do poeta latino Propércio correntes na Universidade, onde ainda é lido. Eles são indiferentes à historicidade dos preceitos técnicos de sua invenção como ficção poética. Paulo afirma que, ingênua ou não, a indiferença é uma prática etnocêntrica. Universaliza o modo moderno de definir e consumir poesia como literatura e imagina que as paixões romanas dos poemas são sustos contemporâneos que, ao serem impressos, expressam a subjetividade do autor. A especificação retórica do gênero “elegia erótica” faz os poemas aparecer como formalidade prática irredutível às intenções psicológicas dos intérpretes atribuídas anacronicamente ao homem Propércio. Como gênero poético, a elegia erótica romana é inventada retoricamente como enunciação fictícia de um pronome pessoal, ego. É o “eu” não-substancial de um tipo poético que imita discursos gregos e alexandrinos enquanto recompõe, em cada poema, a dicção que especifica a adequação de seu estilo aos lugares-comuns que o gênero prescreve para inventar e ornar a voz de seu éthos, caráter, movido por páthe, afetos. "

Sobre Paulo Martins:

"Bacharel em Letras Clássicas (Grego e Latim) pela Universidade de São Paulo em 1991, mestre e doutor em Letras Clássicas pela mesma Universidade em 1996 e 2003 respectivamente, Paulo Martins foi professor de língua e Literatura Latina em diversas universidades particulares de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Assis, além de ter sido professor de Literatura e língua Portuguesa no Ensino Médio em colégios de São Paulo.

Atualmente é professor doutor da Universidade de São Paulo junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na graduação e pós-graduação, sendo também coordenador do programa de pós-graduação em Letras Clássicas/USP.

É pesquisador (Membro Associado) junto ao Programa de Altos Estudos em Representações da Antiguidade (PROAREA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordena o projeto de pesquisa "Imagens da Antiguidade Clássica - IAC/USP". Tem experiência nas áreas das Letras Clássicas, com ênfase nos seguintes temas: Elegia Clássica (greco-latina) e Retórica e Poética da Imagem verbal e não-verbal na Antiguidade Clássica. Essa última área constitui Grupo de Pesquisa junto ao CNPq, do qual é líder. Possui dois livros já em preparação em editoras: Imagem e Poder. Edusp/São Paulo e Literatura Latina, ed. IESDE/Curitiba. Pertence ao grupo de pesquisa VerVe - Verbum Vertere."

domingo, 10 de agosto de 2008

ATLÂNTIDA - PEQUENA HISTÓRIA DE UM MITO PLATÔNICO


AUTOR: VIDAL-NAQUET, PIERRE

SINOPSE:

Este livro explora as origens do mito da Atlântida, com Platão, e seus desdobramentos na Antiguidade greco-romana e bizantina, na Renascença e na Idade Moderna. Vidal-Naquet consegue uma proeza pouco comum: ser erudito e agradável, mostrar domínio da História antiga, moderna e contemporânea, analisar documentos e esclarecer suas conexões com a política e o imaginário social. Apresenta, ainda, um conjunto fascinante de imagens, assim como passagens de inúmeros autores, traduzidos e comentados. As percepções populares mesclam-se às abordagens científicas, em um caleidoscópio original e sempre em mutação. Vidal-Naquet mostra, de forma magistral, como se formam os mitos e como continuam a ocupar lugar de destaque em nossa época.

ORELHAS:

Pierre Vidal-Naquet, o grande historiador francês do último meio século, volta-se, em Atlântida, para esse mito secular e persistente na História do ocidente. Surgida como uma historieta, em Platão (424-347 a.C.), Atlântida teve uma trajetória insuspeitada pelo filósofo grego e tornou-se um tema recorrente nos séculos posteriores. Já na Antigüidade, foi retomada por autores gregos e latinos, mas foram os modernos que contribuíram para difundir uma miríade de interpretações da misteriosa ilha. Com a chegada dos europeus à América, multiplicaram-se as imagens. O Iluminismo irá debruçar-se sobre o mundo, e Atlântida também serviu para contestar a visão histórica cristã. Desta forma, um mito esteve a serviço da ciência. À luz da Guerra do Peloponeso, de Tucídides (século V a.C.), a leitura de Platão pôde mostrar a sofisticação de uma interpretação política do mito. Era da vida política que tratava Atlântida, uma metáfora das relações de poder. A grande virada aconteceu no final do século XVIII e na primeira metade do século XIX, que resultaria na transformação da atlantomania de mito em romance. O nacionalismo não hesitaria em abusar da ilha imaginária e mesmo o nazismo fez uso pseudocientífico de Atlântida, para os fins mais opressivos. Vidal-Naquet consegue uma proeza pouco comum: ser erudito e agradável, mostrar domínio da História antiga, moderna e contemporânea, analisar documentos e esclarecer suas conexões com a política e o imaginário social. Apresenta, ainda, um conjunto fascinante de imagens, assim como passagens de inúmeros autores, traduzidos e comentados. As percepções populares mesclam-se às abordagens científicas, em um caleidoscópio original e sempre em mutação. Vidal-Naquet mostra, de forma magistral, como se formam os mitos e como continuam a ocupar lugar de destaque em nossa época.

Pedro Paulo A. Funari

Professor-titular do Departamento de História da Unicamp

coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEE/Unicamp)

Quarta capa:

"Um dos maiores intelectuais franceses de nosso tempo". Jean-Pierre Vernant "Colocando de lado todos os delírios, Pierre Vidal-Naquet devolve a Platão seu mito da Atlântida" Lire "Um dos fundadores da nova escola francesa de história da Antigüidade grega" The Independent Sobre o autor Pierre Emmanuel Vidal-Naquet (1930 -2006) foi professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales e diretor do Centre Louis Gernet, fundado por Jean-Pierre Vernant. Escreveu inúmeras obras sobre a Grécia antiga e sobre História contemporânea, em especial sobre a guerra da Argélia e sobre o revisionismo.

SUMÁRIO:

Agradecimentos

Introdução

1 No princípio era Platão

2 Antigas Atlântidas

3 O retorno dos atlantes (1485-1710)

4 Luzes da Atlântida (1680-1786)

5 A grande virada (1786-1841)

6 É necessário que a nação seja aberta ou fechada

7 Interlúdio: notas sem música

8 A água, a terra e os sonhos

Referências bibliográficas

Índice onomástico

Apêndices

sábado, 9 de agosto de 2008

Lançamento de Livro organizado pelo Prof. Luiz Marques

Luiz Marques (org.) - A Fábrica do Antigo. Campinas: Ed.
Unicamp. 2008.
Dia 13 de Agosto - Livraria Cultura - Loja de Artes - Conjunto
Nacional - Av. Paulista - às 19:00h

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nova Tradução de Platão - André Malta


O professor de Língua e Literatura Grega da Universidade de São Paulo André Malta acaba de lançar suas traduções para três diálogos de Platão: Apologia de Sócrates, Êutifron (ou Sobre a Piedade) e Críton (ou Sobre o Dever).

A iniciativa é de grande importância aos Estudos Clássicos no Brasil, uma vez que são poucas as traduções confíaveis que existem no mercado editorial brasileiro, ainda mais se observarmos a importância do filósofo ateniense para o mundo ocidental.

Vale dizer que a certeza de estarmos diante de uma tradução direta do grego antigo clássico para o vernáculo, a priori, já nos dá uma mínima idéia da relevância do trabalho de André Malta com o qual convivo academicamente há anos.


Pintura de Rafael Sanzio - A Escola de Atenas - Ao centro Platão e Aristóteles


Segue abaixo o release da editora:


Apologia de Sócrates, de Platão


Por L&PM Editores


O julgamento de Sócrates foi um dos fatos históricos mais importantes da Grécia Antiga. No entanto, foi apenas com o tratamento dado ao episódio por Platão (responsável por lhe atribuir uma poderosa dimensão-filosófica-literária) que ele extrapolou seu tempo e se perpetuou como inesgotável fonte inspiradora. A Coleção L&PM Pocket lança Apologia de Sócrates, precedido de Sobre a piedade (Êutifron) e seguido de Sobre o dever (Críton), três textos que tratam do processo contra Sócrates e de sua morte.


Em 399 a.C., Atenas estava se recuperando da derrota para Esparta na Guerra do Peloponeso e tentando consolidar o frágil regime democrático. O posicionamento crítico de Sócrates pareceu uma afronta aos costumes da cidade e ele foi incriminado, julgado e condenado à morte por envenenamento sob as acusações de não cultuar os deuses da cidade, tentar introduzir novas divindades e corromper a juventude com suas idéias. Essas acusações não intimidaram o pensador, que decidiu conduzir a própria defesa, dando origem aos textos aqui reunidos. Em Sobre a piedade (Êutifron), primeiro diálogo do livro (antes de seu julgamento), Sócrates conversa com o adivinho que dá nome à obra, Êutifron, sobre a definição mais adequada para a palavra piedade (ou religiosidade). Em Apologia, Sócrates apresenta seu discurso proferido no tribunal para se defender das acusações de que fora alvo. Sobre o dever (Críton), de certa maneira, dá continuidade à discussão jurídica de Apologia. A conversa entre ele e um velho companheiro acontece na prisão, enquanto Sócrates aguarda o momento de sua execução.



Apologia a Sócrates, Sobre a piedade e Sobre o dever são textos que partem da discussão filosófica, mas assumem ramificações religiosas, políticas e éticas, mostrando por que Sócrates passou para a História como fundador da tradição filosófica ocidental. São obras que por si só são suficientes para fornecer um excelente panorama da arte e da filosofia platônica.


Apologia de Sócrates
Precedido de Sobre a Piedade (Êutifron)
e seguido de Sobre o dever (Críton)
de Platão
Volume 701 da Coleção L&PM POCKET – 144 páginas – R$ 10
ISBN 978-85-254-1767-1 Código de barras: 9788525417671

http://www.lpm-editores.com.br/

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Nova Coletânea de Novelas Gregas Antigas


"This volume of translations has no English predecessor or foreign equal. . . . Reardon, having miraculously resurrected serious study of this oddly neglected literature, has organized the entire venture, written the general introduction, translated some texts, and edited all."-Choice

Prose fiction, although not always associated with classical antiquity, did in fact flourish in the early Roman Empire, not only in realistic Latin novels but also and indeed principally in the Greek ideal romance of love and adventure to which they are related. Popular in the Renaissance, these stories have been less familiar in later centuries. Translations of the Greek stories were not readily available in English before B.P. Reardon's excellent volume. Nine complete stories are included here as well as ten others, encompassing the whole range of classical themes: ideal romance, travel adventure, historical fiction, and comic parody. A new foreword by J.R. Morgan examines the enormous impact this groundbreaking collection has had on our understanding of classical thought and our concept of the novel.

Full information about the bookis available online: http://go.ucpress.edu/AncientNovels


$39.95, £23.95 paperback

978-0-520-25655-2

Available Now