Espaço dedicado às letras e às artes, especialmente e não exclusivamente do mundo greco-romano antigo. Paulo Martins - IAC/PPGLC/USP
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Curso de Pós com Irène Rosier-Catach
1) DISCIPLINA DE PÓS-GRADUAÇÃO:obs.: aberta não só aos alunos inscritos, mas a todos os ouvinte interessados
FLC 6069: Les théories linguistiques latines du Moyen Age: arts du langage et théologie?
Local: DLCV/FFLCH/USP
Data: segundas e quartas-feiras (9 e 11, 16 e 18, 23 e 25 de março)
Horário: das 14h às 18h
Conteúdo:
1ª aula (9/3): As fontes antigas do pensamento lingüístico medieval
2ª aula (11/3): Abelardo e as fontes gramaticais
3ª aula (16/3): A gramática especulativa dos modistas
4ª aula (18/3): Os gramáticos intencionalistas
5ª aula (23/3): Os prolongamentos medievais da semiótica agostiniana
6ª aula (25/3): As concepções lingüísticas de Dante
2) CONFERÊNCIAS:
obs.: abertas a todos os interessados
1ª conferência e reunião:
Local: PPG Lingüística do IEL/UNICAMP
Data: 17 de março de 2009 (horário a ser definido)
2ª conferência e reunião:
Local: PPG Filosofia da FFLCH/USP
Data: 24 de março de 2009 (horário a ser definido)
Classics and Museums
Location: STB7 (Stewart House, behind Senate House overlooking Russell Square)
Workshop leaders: Kate Nichols (Birkbeck) and Dr Debbie Challis (Petrie Museum, UCL)
This full day seminar uses a mixture of lectures, discussion and visits to museums in London to consider the importance of material remains from the classical world in the modern reception of Greek and Roman antiquity.
The aims of the day are to:
· gain an understanding of the importance of exhibited objects for the reception of the classical world
· consider how visual culture and museums studies fit into reception theory
· think about why classical archaeologists need to know about museum display
A full bibliography and timeline of museums and the display of classical antiquity in Britain will be available on the day.
10.00 Introduction to the day
10.15 Overview of history of museums (timeline) with case studies
(a) The acquisition of the Elgin Collection (KN)
(b) Ephesos and Empire (DC)
(c) Arthur Evans in Crete (KN)
(d) Democracy on Display (DC)
11.15 Break
11.45 Regroup – intro to museum visits
12.00 Go to Sir John Soane Museum (12.20 – talk there tbc)
13.00 Lunch
14.00 Reception Theory and Museums
(a) Museum Studies and Classics (DC)
(b) Audience Response and Reception Studies in Museums (KN)
Discussion
14.45 Coffee
15.15 British Museum. Either talk about contemporary display of Parthenon sculptures – dismantling of casts (Ashmole’s et al suggestions), new room and recent updates and educational galleries (including computer graphics) before enter the main gallery. Or, Xanthus on display – different antiquities in 3 different rooms etc.
16.00 Petrie Museum of Egyptian Archaeology – Introduction and tour
16.30 Object handling
17.00 Finish (at the Petrie Museum of Egyptian Archaeology)
For further information and bookings please contact: a.bakogianni@open.ac.uk
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Novo site de Projeto de Pesquisa
Confira: www.fflch.usp.br/dlcv/paulomar/iac.html
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Polignoto, Páuson, Dionísio e Zêuxis – Uma leitura da pintura antiga clássica grega –
O presente trabalho põe à luz reflexão acerca da pintura grega clássica, tendo em vista as homologias estabelecidas por Aristóteles na Poética. Essa discussão é imperiosa, pois que são apresentadas pelo filósofo comparações entre pintura e poesia, como recurso retórico de exemplum ou paradeigma, para explicar a segunda pela primeira arte. Entretanto, a preceptiva pictórica grega clássica que hoje se tem em mãos é insuficiente para que se esclareçam exatamente as categorias analíticas por ele utilizadas. Assim nos ocuparemos em delimitar como Aristóteles observava as pinturas de Polignoto, Páuson, Dionísio e Zêuxis, para, talvez, aferir e inferir conceitos preceptivos desses tipos de pintura e de pintores de maneira coetânea e não-anacrônica, ao contrário do que se pode observar em muitos manuais de História da Arte Clássica.
Palavras-chave: Poética, Retórica, Homologia, História da Arte, Pintura Grega Clássica.
Abstract
This paper brings to light considerations about Greek classical painting, taking into account homologies that were established by Aristotle in his Poetics. This discussion is mandatory since the philosopher compares painting and poetry, like rhetorical recourses of exemplum or paradeigma, to explain the latter art by the former. However, the Greek classical pictorial doctrine which we have at our disposal today is insufficient to clarify the exact analytical categories used by him. Thus, we intend to discuss how Aristotle observed Polygnotus', Pauson's, Dionysus' and Zeuxis' paintings in order to evaluate and infer doctrinal concepts out of these kinds of paintings and painters not in an anachronistic, but in a contemporary way, which is exactly the opposite of what we can see in many handbooks on Classical Art History or scholars' papers.
Keywords: Poetic, Rhetoric, Homologies, Art History, Greek Classical Painting.
Publicação Prevista para 2009 - Aguarda Referee
sábado, 24 de janeiro de 2009
Parataxe e Imagines
Publicação Prevista para 2009 – Boletim do CPA/UNICAMP
Prof. Dr. Paulo Martins
DLCV/FFLCH/USP
Resumo:
O presente artigo visa a discutir o conceito de parataxe, que foi largamente utilizado por estudiosos da História da Arte e da Literatura para definir a estrutura dispositiva de certas obras da Antigüidade greco-romana. Porém, o termo, sincronicamente tomado, é estranho ao período, configurando certo anacronismo. Seu uso sistemático, assim, nos leva, erradamente, a crer que a parataxe pertence ao vocabulário teórico da poesia, da pintura, da gramática ou da retórica, o que é inconsistente. Contudo, o mesmo uso seria autorizado, se houvesse entre os modernos consenso sobre o significado, o que não ocorre. Dessa forma, se, de um lado, a teorização antiga – gramatical, poética ou retórica – não nos dá a chave do uso e, de outro, a modernidade não colabora com a precisão de sentido, a aplicação do conceito gera dúvidas na hermenêutica do objeto analisado. Nosso intuito, portanto, é delimitar o conceito modernamente e aplicá-lo na observação de algumas imagens da Antigüidade.
Palavras-Chave:
Iconografia; Retórica; Lingüística, Parataxe, Hipotaxe.
Title: Parataxis and Imagines
Abstract:
This paper discusses the concept of parataxis that was widely used by scholars of History of Art and Literature to define the dispositive structure of works of Classical Antiquity. However, “parataxis”, synchronously taken, is unknown at that period, so that it can be considered anachronism. In this way, its systematic use misleads us to believe that the “parataxis” belongs to rhetoric, poetic, grammatical and painting technical vocabulary, is inconsistent. But, its use would be authorized if, among the scholars, were a consensus about the meaning. This does not occur. So, if, on the one hand, ancient theory (grammatical, poetic, panting or rhetoric) does not give us the key for the use and, on the other hand, the modern theory does not help us have to get the precise meaning of the term, the application of concept produces misunderstandings about the hermeneutic of analyzed object. The objective of this paper, hence, is to outline the parataxis modern concept and to apply it in analysis of some Antiquity images.
Key-words:
parataxis; hypotaxis; iconography; rhetoric; linguistics.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Veyne Novamente...
Caros Editores,
É com pesar que venho exigir o envio imediato das notas de rodapé do livro "Império Greco-Romano" de Paul Veyne.
Lembro a V.Sas. que consta do livro em questão a seguinte informação: "as notas estão disponíveis no site www.campus.com.br" o que não ocorre.
Isso de acordo com a lei constitui CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO: Estelionato, artigo 171 do Código Penal Brasileiro, em que está escrito: "obter para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento."
Por outro lado, vale lembrar que a obra em sua versão original com 878 páginas custa 25 euros, contra 61 euros da versão brasileira editada por V.Sas. com 478 páginas!
Caso não seja atendido prontamente, farei a queixa crime e além de pedir o ressarcimento por danos morais. Além de, naturalmente, divulgar junto à comunidade universitária (público-alvo da obra e de grande parte suas publicações) o ocorrido.
Grato
Prof. Dr. Paulo Martins
da Universidade de São Paulo
Até agora...Nada...
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Engodo Editorial ou Estelionato Acadêmico ou simplesmente uma vergonha
Paul Veyne é o historiador que melhor trata da Antiguidade. Seus textos são deliciosos, sofisticados, sutis, irônicos, saborosos, precisos, enfim, riquíssimos tanto na forma, como no conteúdo. O historiador francês de 79 anos é um dos principais especialistas em Antigüidade e professor emérito do prestigiado Collège de France, onde lecionou de 1975 a 1998, na cadeira de História de Roma.

Esperado por aqueles que se interessam por História Romana com ansiedade, o livro em si, como não poderia deixar de ser, é magnífico. Trata de um mito acadêmico, a separação das cadeiras de Grego e Latim dentro da Universidade Francesa que, natural e obviamente, ab ouo, repercute no Brasil: a distinção e oposição entre Grécia e Roma. Daí, a ficção é desmitificada por Veyne. Vale-se da questão linguistica, das representações e da cultura material que se estendia do Afeganistão à Escócia. Desnuda a dicotomia e, por fim, comprova que Grécia e Roma são verso e obverso da mesma moeda. Assim, o livro vale ser lido.
A questão que se coloca, entretanto, é outra. Não depende da capacidade de Veyne, antes, daqueles que detêm o direito de publicação sobre essa obra no Brasil: a editora Campus, ou melhor, a editora engodo, a editora farsa, ou melhor, bufa, bazófia.
Quando vamos às livrarias, temos a nítida sensação de que estamos sendo ROUBADOS. O livro custa nada menos que R$ 179,00. Mas isso não é nada, afinal estamos diante de um Clássico. Pagamos! O livro é uma brochura com 448 páginas, sendo 20 páginas de "miolo" em papel cuchê leve - leia-se barato-, com imagens monocromáticas (preto e branco). Algo que no máximo valeria R$ 70,00. Mas tudo bem... é Veyne! Após lermos o prólogo elucidativo e um sumário esclarecedor, estamos diante do primeiro capítulo em cujo título há uma nota de pé de página: "As notas de referência desta obra estão disponíveis no site da editora: http://www.campus.com.br/ ". Que loucura! Não estou lendo isso! É engano! Que nada, é verdade!
Vamos, então, ao site da famosa editora francesa Editions du Seuil(http://www.editionsdusueil.fr/) e vemos que a edição francesa tem 878 páginas contra as 448 da nacional/tupiniquim. Mas e o preço!? Que nada, o preço da francesa é 25 euros, contra 61 euros da nacional (supondo o euro a R$ 2,9) com 430 páginas a menos. Contudo o roubo não para aí, as notas que a editora se propõe a dispor, não estão no site. Pobre Veyne! Pobre Brasil! O que fazer?
1) NÃO COMPRAR O LIVRO
2) IR AO PROCON DE SUA CIDADE.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Complementado a lista de pesquisas que irão ser desenvolvidas em 2009 nos Grupos do CNPq, Imagens da Antigüidade Clássica e Elegia Clássica, sob minha orientação, temos:
- Melina Rodolpho - "Ékphrasis e Euidentia nas Letras Latinas: doutrina e práxis" - Financiamento CNPq. Dissertação de Mestrado.
- Cecília Gonçalves Lopes - "Covenções Literárias nas Elegias de Ovídio" - Financiamento CAPES. Dissertação de Mestrado.
- Lya Valéria Grizzo Serignolli - "Imagines Amoris". Iniciação Científica.
- Irene Cristina Boschiero - "Imagines poetae". Tese de Doutorado.
- Simone Demboski Tonidandel - "A representação feminina e o poder em Roma na Dinastia Júlio- Claudiana". Dissertação de Mestrado.
- Denise de Souza Ablas - "Aníbal por Tito-Lívio e a batalha de Cannae". Iniciação Científica.
- Henrique Verri Fiebig - "Edição Brasileira da Obra: Die antiken Schriftquellen zur Geschichte der bildenden Künste bei den Griechen de Johannes Adolf Overbeck (1868)". Iniciação Científica.
- Cynthia Helena Dibbern - "O éthos de Aníbal em Tito-Lívio: uma imago". Iniciação Científica.
- Érica Danzi Lemos - "Remedia Amoris: Tradução, Introdução e Notas". Outra Natureza. (Pré-Projeto de Mestrado)
Confira os Grupos:
Imagens da Antigüidade: http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0067802NX9IQZB
Elegia Clássica: http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=00678023AKW5DM
Confira a descrição dos Projetos de Pesquisa: http://www.fflch.usp.br/dlcv/lc/index_arquivos/Page3283.htm
Balanço de 2008
18.682 pessoas
Dessas temos a seguinte distribuição geográfica por acessos:
1. Brasil: 16.464
2. Portugal: 1.581
3. EUA: 197
4. Espanha: 76
5. Itália: 52
6. França: 37
7. Alemanha: 33
8. Reino Unido: 28
9. Moçambique e Argentina: 21
11. Japão: 15
12. Bélgica: 14
13. Suiça: 9
14. Angola e México: 8
16. Canadá: 7
17. Polônia e Bolívia: 6
19. Israel e Venezuela: 5
21. Porto Rico, Colômbia, Peru e Equador: 4
25. Panamá, Bulgária, Turquia, Irlanda, Costa Rica, Coréia do Sul, Romênia, Holanda, Cabo Verde: 3
34. União Européia, Emirados Árabes, Quênia, Rússia, Suécia, El Salvador, Croácia, Grécia, Áustria, Finlândia, Noruega e Eslovênia: 2
47. Bangladesh, Guatemala, Luxemburgo, Índia, Rep. Tcheca, Tailândia, Dinamarca, Liechtenstein, Namíbia, Cambódia, Argélia, Uruguai, Lituânia, Chipre, Formosa, China, Indonésia e Marrocos: 1
Desde o primeiro dia na rede (Junho de 2007), o Blog já foi visitado por:
30.155 pessoas
domingo, 21 de dezembro de 2008
Os dez + ou - de 2008

Quando pensamos num Museu, invariavelmente, pensamos em algo estático e unilateral. Isto é, um espaço de fruição em que nós passivamente somos colocados diante das peças, admiramos os detalhes e guardamos as informações. O acervo, portanto, independe de nós. Somos pólos passivos da arte, da história, enfim, da informação.
O Museu do Futebol, inaugurado no segundo semestre 2008 no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em São Paulo, quebra essa lógica. Lá os espectadores são parte do acervo. Cada um, por e com seus próprios motivos, é contemplado no acervo e dele frui. Os espectadores, assim, deixam de lado a tristeza de uma única possibilidade, a passividade e ativamente também gozam do ludismo das "armadilhas" e das "artemanhas" dessa nova concepção de museológica. Dou dois exemplos:
A sala dos "Anjos Barrocos" solapa a razão. Eleva-nos e nos torna partícipes do mundo sublime e divino de nossos deuses ludopédicos. Esses flutuam num "mar sombrio e etéreo de sombras vivas" lá e em nós; só a eles é dado o direito à luz que, curiosamente, também nos basta. Os seres divinos brilham como brilharam. Como se Píndaro tivesse tradução visual. Afinal, um dia ele disse: "O homem é a sombra de um sonho."
A sala das "Torcidas" é antítese da dos "Anjos". Lá falavam os deuses, cá os homens falam. Naquela a mudez divina, nesta a eloqüência coletiva. Lá o sonho, cá a realidade. O ambiente etéreo cede espaço ao tectônico, pois, efetivamente, nós estamos encurralados entre as fundações do estádio e o avesso das arquibancadas, somos postos à prova das emoções que nós construímos.
3. Retrô







.jpg)


