Espaço dedicado às letras e às artes, especialmente e não exclusivamente do mundo greco-romano antigo. Paulo Martins - IAC/PPGLC/USP
domingo, 11 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Colloquium Aspects of Rhetoric at King's College London
Homologies between verbal discourses and non-verbal imagines are frequent in Classical Antiquity. Among the ancients, paintings and sculptures were quite frequently displaced from their primary function of visual fruition, in order to compose homologies either with poetry or with prose.
Regarding poetry, Simonides of Ceos, via Plutarch[1], is a reference, and Horace[2] turned into a canon the maxim: “ut pictura poesis”. Aristotle[3], in the Poetics[4], establishes similarities between painting and poetry and between poets and painters in order to analyze poetry, and in the Politics[5], he considers the relation between painting and poetry as a determining factor in children’s education.
Thus, he treats of the paintings of Pauson, Polignotus, Dionysius and Zeuxis. Quintilian, in his turn, despite the genre difference between his Institutio Oratoria and the Aristotelian doctrines, also includes the knowledge of figurative arts as a key element in the orator’s education.
This paper intends to discuss a homology elaborated by Cicero in the De Inventione, Book II, which concerns the relation between his rhetorical project and a painting by Zeuxis. This discussion seems appropriate, since any point made in respect to the issues concerning this homology sounds impressionistic or imprecise, and even problematic, as the term of comparison to Cicero’s work do not exist anymore.
Thus, I intend to interpret Cicero’s auctoritas as a preceptor, according to the homologies he proposes concerning the elaboration of his doctrines in his De Inventione, taking into consideration the type of painting produced by Zeuxis, revising the material culture of that period and observing textual references about it.
Since this work was conceived in his youth, the auctor Cicero would lack the authority necessary to confirm his arguments. In this sense, by extension, he borrows Zeuxis’ authority in order to compose his persona docta, so that, in this treatise, he becomes a painter and his painting is his project of Ars bene dicendi.
[1] Plu., Ath.Gl., 306F.
[2] Hor., Ars, 361 e ss
[3] Cf. Martins (2008:75)
[4] Arist., Po., 1448a; 1450a; 1461b
[5] Arist., Pol., 1340a.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Na praça... Comprem, Leiam e Reclamem!

Fábio Faversani da Universidade Federal de Ouro Preto
João Batista Toledo Prado
Da Unesp/FCLAr
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Trabalhando em um texto...
Understanding the two first books of Propertius’ as a narratio a persona – I consider that the persona Cynthia is constructed by the poet in these books – I propose the initial elegy of supposed book 2B (Lyne), this is, the 2.12 elegy as a digression, which as it presents the central motive of the first two books also presents itself as a larger poetic program than that which is produced in the previous elegies. This digression, besides its use out of oratorical or narrative realm, has a strong ekphrastical colouring.
This feature, that is, the 2.12 elegy as a digression/ekphrasis impresses on it a strong argumentative weight for the prevalent theme of Roman Augustan elegy: erotics. Thus, 2.12, besides being a poetic programme, 2.12 is also an innovative piece, from the point of view of argumentation, since it exhibits two rhetorical mechanisms: one associated to dispositio (digressio), and another associated to elocution (ekphrasis).
Reading Roman Declamation - CFP
Call for Papers
Montpellier, France, November 22nd / 23rd - 2012
Sao Paulo, Brazil, 25th/26th September - 2013
London, UK, 2014
Organized by:
Charles Guérin (Université Paul Valéry - Montpellier III and Institut universitaire de France)
Martin Dinter (KCL)
Marcos Martinho and Paulo Martins (University of Sao Paulo).
Recently scholars have lavished their attention on controversiae and suasoriae and have allowed these genres to leave their corners of neglect. Important studies by Gunderson (2003), Berti (2007) and Frazel (2009) have placed declamatio centre-stage and illuminate social concepts, educational practices or Roman jurisdiction. Naturally, when placed into its socio-historical context the body of declamations that has come down to us (Seneca the Elder, Ps.-Quintilian and Calpurnius Flaccus) echoes its cultural, social and literary background. These texts are not independent and have to be read within their contexts, but at the same time they also constitute a genre on their own, the rhetorical and literary framework of which remains not yet fully explored. What are the poetics of declamatio?As a genre situated at the cross-road of rhetoric and fiction, declamatio offers a kind of freedom and ability to experiment new forms of discourse, and calls for both a technical and literary analysis. If one places the literariness of declamatio into the spotlight (van Mal-Maeder 2007), it becomes possible to study it as a realm of genuine literary creation with its own theoretical underpinning – rather than simply reading it as a gratuitous practice mimicking the practice of real orators.
For this project, we will hold three events, focussing on one author at a time :1. A first event focused on Seneca the Elder in Montpellier in 22nd/23rd November 2012. Confirmed key note speakers: Anthony Corbeill (Kansas) and Danielle van Mal-Maeder (Lausanne). 2. A second event on (Ps)-Quintilian's declamations in Sao Paulo in Sept. 2013.Confirmed key note speakers: Joy Conolly (NYU) and Sylvie Franchet d'Esperey (Paris IV -Sorbonne). 3. A third small event (workshop) in 2014 on Calpurnius Flaccus in London.
We plan to edit a selection of the papers for a volume focussing on Roman declamation in English.
***We invite abstracts for the first two events, Montpellier 2012 and Sao Paulo 2013.
Abstracts of not more than 300 words for 20 min papers in English or French should be sent to by February 15th 2012: roman.declamation@gmail.com
domingo, 23 de outubro de 2011
XVIII Cogresso da SBEC
International Conference on Greek and Roman Poetics - Belgrado/Sérvia
- Ewen Bowie - Corpus Christi College, Oxford
- Claude Calame - École des Hautes Études en Sciences Sociales e University of Lausanne
- Richard Hunter - Trinity College, Cambridge
- Willian Fitzgerald - King's College, London
- Glenn Most - Scuola Normale, Pisa e University of Chicago
- Lucia Athanassaki - University of Crete
- Chris Carey - University College of London
- Kirk Freudenburg - Yale University
- Barbara Weinlich - Eckerd College
Minha fala sobre Propércio foi muito bem recebida!
sábado, 9 de julho de 2011
SBR - Sociedade Brasileira de Retórica
Kátia Vieira Morais, Vice-Presidente
William Augusto Menezes, Secretário Geral - UFOP
Milene Ribeiro Ortega, Secretário Adjunto - University of Nevada, Las Vegas
Narbal de Marsillac, Tesoureiro - UFPB
Jacyntho Lins Brandão, Tesoureiro Adjunto - UFMG
Cassiano de Almeida Barros (6 anos) - UNIMEP
Sandra Lúcia Rodrigues da Rocha (6 anos) - UNB
Marcelo Pimenta Marques (4 anos) - UFMG
Paulo Martins (4 anos) - USP
Marcos Martinho dos Santos (2 anos) - USP
Lineide do Lago Salvador Mosca (2 anos) - USP
Anna Christina da Silva - UNIMONTES
Diogo orberto Mesti da Silva - UFSC
Helcira Maria Rodrigues de Lima - UFMG
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Primeira Eleição da Sociedade Brasileira de Retórica
Para votar, acesse o linkhttp://www.letras.ufmg.br/EleicaoOnLine/
Belo Horizonte, 4 de julho de 2011.
Maria Cecília de Miranda N. Coelho
Presidente da Diretoria Provisória da SBR.
sábado, 2 de julho de 2011
Balanço de "Vertentes da Ékphrasis" - II Colóquio do IAC
Pode-se dividir o evento em dois grandes grupos. Um primeiro composto de pesquisadores, cuja trajetória acadêmico-científica já está consolidada e um segundo, não menos imporante já que é o estágio inicial do primeiro, formado por jovens se debruçaram e emergiram seus esforços na tarefa de produzir uma reflexão madura - ainda que incipiente muita vez - sobre o tema- problema deste colóquio do Grupo de Estudos IAC (Imagens da Antiguidade Clássica): a écfrase ou a ékphrasis.
As apresentações de Adriane Duarte sobre o Íon de Eurípides, da minha própria sobre o pálacio de Alcínoo na Odisseia, de Fábio Faversani sobre a construção dos Anais de Tácito em chave subliminar, de Angélica Chiappetta sobro as artes da memória, de João Adolfo Hansen sobre a apropriação do mecanismo retórico em obra do século XVIII, de Leon Kossovitch sobre a inter-relação do mecanismo e a própria arte plástica da Antiguidade, de Luiz Babolin sobre as écfrases e as imagines de Lorenzo Ghiberti, de Melina Rodolpho que salientou a zona nebulosa que há entre os conceitos de écfrase e evidência, de Norberto Guarinelo que pintou com as mãos de Suetônio, Tácito, Plínio, o Velho e Díon Cásso a figura de Nero quando Jovem, de Tatiana Ribeiro que estabeleceu aproximação entre Heródoto e Luciano de Samósata, de Eduardo Sinkevisque que erigiu um retrato de Luciano nos séculos XVII e XVIII, de Leni Ribeiro que observou a interface da poesia imperial e esse recurso discursivo , de Erika Werner que tratou da écfrase no poema 64 de Catulo e, alfim, a palestra de Henrique Cairus que propôs moldura histórica à nossa discussão, já que propôs distinções entre verdade e realidade, todos esses, mostraram o quão importante é a limitação desse conceito para aqueles que se dedicam às letras e às artes: historiadores, filósofos e letrados, uma vez que apontaram caminhos diversos e relações importantes que intermedeiam o fazer das letras a partir da écfrase.
Quanto aos trabalhos dos pesquisadores de Iniciação Científica e Mestrado faço uma avaliação geral. Os trabalhos que ora estavam ligados à temática específica, ora dela distanciavam-se me pareceram muito bem encaminhados e dignos de louvor. Entrentanto, penso que os trabalhos que contribuiram diretamente na discussão mereçam uma atenção destacada, já que muito além de uma simples compilação de teoria e doutrina modernas e antigas, esses futuros mestrados e mestrandos somaram-se à reflexão vertical realizadas por seus orientadores destaco os trabalhos de Ana Paula do Nascimento (Cartas Chilenas), de Ricardo Zanquetta (Alberti), de Rosângela Amato (Filóstrato), Lya Serignolli (Representação do Cupido), Jasmim Drigo (Figurações de Cáron), Gdalva Maria da Conceição (Júlio César), Simone Todinandel (Figurações de Lívia), Cynthia Dibbern (Anibal em Tito Lívio), Ygor Klain (Tácito) e Caroline Ferreira (A Cortesã em Plauto).
Vale dizer, também, que, apesar de estarem fora da temática central do evento, os trabalhos de Rafael Trindade, de Rafael Calvacanti e de Fábio Mazarella* provocaram excelente impressão junto à assitência de professores e alunos pela seriedade e profundidade observadas em seus textos, advindas seguramente de leituras de apoio e da destreza no manejo de seus objetos de estudo sob a orientação da Prof. Dra. Leni Ribeiro da UFES, os dois primeiros e do Prof. Dr. Henrique Cairus, o último*.
* na postagem de sábado, esqueceu-me o nome de Fábio Mazarella que hoje acrescento.
Olhos da Memória e a anti-écfrase
Paulo Martins, João Adolfo Hansen (PQ), Leon Kossovitch e Luiz Bagolin
30 de junho de 2011 - Quarto dia:
Norberto Lyuiz Guarinello, Fábio Faversani e Eduardo Sinkeviske (CAPES)


